Os resultados das pesquisas de opinião mostrando um elevado nível de aprovação do Presidente Lula, deixa a população mais educada perplexa e "aniquilada".
Tem a sensação de que Lula é "teflon", em que nada de ruim pega, como o apagão aéreo e que isso decorre da falta de informação, de instrução e de educação. O que levaria a maioria da população a se satisfazer com as "esmolas" concedidas pelo Governo.
Dai, ver na educação a saída para mudar esse quadro.
Supõe-se que com um sistema de ensino mais amplo, com mais recursos, com melhor capacitação de professores, métodos e instrumentos pedagógicos modernos, a população melhor educada perceberia melhor os problemas do país, seria mais crítico em relação aos governos e aos parlamentos, e não mais elegeria os politicos fisiologistas que "envergonham a nação".
E, pela resistência social, evitariam os sucessivos escândalos.
Como essa percepção não é de hoje, mas - do meu conhecimento - tem mais de cinquenta anos, com a reação da classe média à eleição de Getúlio Vargas e ao seu governo, aparentemente essa estratégia fracassou e continuaria fracassando.
E a razão principal estaria - a meu ver - na concepção do sistema de ensino, que tem o viés idelogico, decorrente da reação acima.
O sistema de ensino - em todos os níveis - é comandado pela classe média que procura fazer dele um "processo civilizatório" para que os educandos absorvam a "visão de mundo" dela (classe média), ou seja, os valores que ela considera fundamentais, como a cidadania, a ética.
A realidade mostra, no entanto, que a população mais pobre resiste a essa "visão de mundo", porque o seu mundo é diferente, ainda que morando no mesmo país, ou no mesmo Município.
O que pretendo colocar em discussão, a partir da proposição de reflexões, é sobre o impacto da educação sobre ascensão social, econômica e política. E que Brasil teremos, ou poderemos ter, como resultado do processo educacional.
Reitero que as minhas opiniões são pessoais, da minha inteira responsabilidade, não correspondendo - necessariamente - com a das demais colaboradoras.
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