sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Educação não é a salvação da economia

Diante do baixo crescimento da economia brasileira, em comparação com outros paises emergentes, como a Coreia do Sul e agora a China e a Índia, todas as responsabilidades e esperanças são depositadas na educação.
Tudo é colocado como se o povo brasileiro fosse mais educado, teriamos um crescimento maior, o que é uma ilusão.

A educação, por si só, não aumenta a demanda nacional, e se não aumenta a demanda, não adianta produzir mais ou mesmo produtos ditos de maior valor agregado, se esses não vão encontrar compradores.

O que pode se considerar é que o consumidor mais educado irá demandar produtos melhores e esses produtos melhores irão requerer trabalhadores mais educados. Formar-se-ia ai um círculo virtuoso. Que seria válido se a economia fosse fechada. Ou seja, essa demanda mais qualificada seria atendida por uma produção nacional. Na prática, esse demanda mais qualificada, ou melhor dito, mais sofisticada, vem sendo atendido por produções externas.

Pode-se estabelecer o raciocínio inverso: com o trabalhador mais educado, ele produziria com maior produtividade e com maior qualidade. E essa oferta seria comprada por um consumidor mais educado. Mais uma vez se substituiria o círculo vicioso pelo virtuoso. De novo, é preciso considerar como isso funciona, nuam economia aberta. Essa oferta mais qualificada pode não ser vendida pela oferta concorrente de outros paises.

Ou seja, não é mais possível considerar as relações entre a educação e a economia, num ambiente fechado.

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